Como o reconhecimento facial contribui para os sistemas de segurança pública e privada

Doutora em Química, a professora e empreendedora Ana Mauriceia nunca colocou limites em seus estudos e sempre buscou aprender mais, principalmente na área da tecnologia. Atualmente, por meio da sua empresa ECastel faz parcerias com empresas do ramo e incentiva a implantação de sistemas inteligentes em outras organizações.

Hoje, seu foco está na aplicação de um sistema de gestão de acesso e monitoramento com tecnologia de reconhecimento facial, chamado Letmein, que, segundo ela, a segurança de quem utiliza é um dos principais benefícios e pode ajudar a prevenir situações de risco. ''Para empresas privadas, oferece agilidade e segurança no acesso de visitantes e funcionários, além da gestão inteligente das informações coletadas em tempo real. Em condomínios, por exemplo, o sistema oferece o controle de acesso a determinadas áreas, o que pode impedir acidentes, como acesso de crianças desacompanhadas em espaços como piscina'', ressalta. 

Ainda de acordo com Ana, esse nível de segurança é possível graças à inteligência artificial desenvolvida no Letmein. ''A inteligência artificial desse sistema permite que ele aprenda, através do comportamento, o que pode e o que não pode ser feito dentro de uma área e, quando algo fugir normal, ele pode emitir um alerta'', detalha.

A otimização do sistema de reconhecimento facial não traz benefícios somente para o setor privado. Os departamentos de segurança pública no Brasil também têm investido nesse tipo de tecnologia. A empreendedora enfatiza que o alto índice de  violência urbana no país faz com que os sistemas de segurança sejam mais bem desenvolvidos. 

''No Brasil, o reconhecimento facial é utilizado no Carnaval de São Paulo, para evitar assaltos e outros tipos de violência. Na Ponte da Amizade também foram feitos testes com esse sistema para identificar pessoas suspeitas'', explica a empreendedora sobre o uso do reconhecimento facial pela própria polícia no país.
 

Por que trazer ou mesmo desenvolver esta tecnologia em Londrina?

A resposta de Ana para essa pergunta traça um cenário otimista e desafiador para a cidade: ''Londrina é um polo de tecnologia. Aqui tem muitas startups da área, é uma cidade universitária e é muito diversificada. Mesmo assim, ainda há a falta de pessoas nas áreas de tecnologia, pois temos vagas em aberto na área de TI que poderiam ser preenchidas. Sendo mais específica, há a falta de mulheres ocupando essas vagas. Precisamos incentivar mais isso'', finaliza.